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Dois helicópteros da polícia são atingidos no RJ; governo faz megaoperação contra criminosos

Pelo menos mil agentes buscam criminosos envolvidos no treinamento de guerrilhas na Maré, na morte dos médicos na Barra e no lançamento de granada na Avenida Brasil
O governo do Rio de Janeiro colocou em ação uma megaoperação contra organizações criminosas no Complexo da Maré, Vila Cruzeiro e Cidade de Deus. Também nesta segunda-feira (9), pelo menos dois helicópteros da polícia foram atingidos e tiveram de fazer pouso de emergência. Os helicópteros foram alvejados na Vila Cruzeiro. Uma aeronave é da Polícia Militar. A outra da Civil. Não houve feridos “As polícias seguem rigidamente o protocolo técnico. Então, qualquer avaria mas aeronaves, é feito um pouso de segurança para avaliação. As duas atingidas na Vila Cruzeiro, não houve feridos e elas podem inclusive voltar a operar. Estão sendo avaliadas neste momento”, explicou o secretário da Polícia Civil, José Renato Torres. Segundo o governo do Rio, a operação tem objetivo de prender envolvidos na escalada de violência nas últimas semanas. Pelo menos mil agentes estão nas ruas. São cumpridos 100 mandados de prisão. Até o momento, quatro prisões foram confirmadas. Todos são integrantes, segundo a polícia, da maior facção criminosa do Estado que, após anúncio de operação no Complexo da Maré, começaram a migrar para outras comunidades. A polícia busca envolvidos no treinamento de guerrilha na Maré, envolvidos nas mortes dos médicos e no lançamento de granadas na Avenida Brasil. Torres explicou o motivo da ação ser ampla. “A operação de hoje não é concentrada na Maré porque houve informação, de acordo com a inteligência, que houve deslocamento de criminosos do Complexo da Maré para Vila Cruzeiro, na Penha e para a Cidade de Deus. (Cidade de Deus inclusive apontada como reduto dos criminosos que mataram os médicos na Barra da Tijuca)”. “O diferencial da operação de hoje para outras já realizadas, é o aparato tecnológico utilizado. São câmeras nos uniformes dos policiais, drones com sistema de reconhecimento facial e placas e câmeras nas aeronaves. Tudo sendo acompanhado em tempo real pelo Comando de Controle da PM”, completou Torres. Uma coletiva do governo com mais informações deve ocorrer ainda nesta segunda-feira Rachel Amorimda CNN Rio de Janeiro

Barroso, novo presidente do STF, completou 10 anos como ministro da mais alta Corte do Brasil

Luís Roberto Barroso chegou ao Supremo Tribunal Federal em junho de 2013, indicado pela então presidente Dilma Rousseff. Por Jornal Nacional 28/09/2023 21h25 Em junho, o novo presidente do Supremo completou 10 anos na Corte. Luís Roberto Barroso chegou ao STF - Supremo Tribunal Federal em junho de 2013, indicado pela então presidente Dilma Rousseff. Barroso nasceu em Vassouras, Rio de Janeiro, e tem 65 anos. É mestre pela Universidade de Yale e doutor em Direito Público pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, onde também é professor titular de Direito Constitucional. Foi procurador do estado e fez carreira na advocacia. Como advogado, Barroso atuou em casos importantes no STF, como a proibição do nepotismo no Poder Judiciário e a defesa do reconhecimento de uniões homoafetivas no país. No Supremo, foi o relator do processo que limitou o foro privilegiado de autoridades públicas. No voto, Barroso afirmou que o foro irrestrito levava muitos processos à prescrição - quando a demora no julgamento extingue a punição. Na prática, o STF decidiu que deputados federais e senadores só seriam julgados na Corte por crimes praticados no exercício do mandato e relacionados à função exercida. “Resguardar com foro de prerrogativa um agente público por atos que ele praticou e que não tem nada que ver com a função para a qual se quer resguardar a sua independência viola o princípio da igualdade, porque é a atribuição de um privilégio. No exercício da função, ele terá proteção. A norma se destina a proteger a independência, e não a acobertar crimes que não guardem qualquer relação com o exercício do mandato”, disse o ministro Luís Roberto Barroso em 2017. Luís Roberto Barroso também relatou outros processos de grande repercussão. Entre eles, a análise de recursos do mensalão do PT e a validação das cotas raciais em concurso público. Durante o enfrentamento à pandemia da Covid, em 2020, o ministro suspendeu despejos e desocupações em áreas urbanas e rurais de populações vulneráveis. Também obrigou o governo federal a adotar medidas de proteção a saúde de povos indígenas. No ano seguinte, acolheu um pedido da oposição para determinar que o Senado instalasse uma CPI para investigar as ações e eventuais omissões do governo de Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia. O relatório final da CPI atribuiu ao então presidente e a ministros do governo o cometimento de diversos crimes. Barroso presidiu o Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições municipais de 2020. O gabinete de Luís Roberto Barroso conta hoje com 910 processos. Em geral, esse acervo passa para o ministro que deixa a presidência do Supremo. Como a ex-presidente Rosa Weber vai se aposentar na semana que vem, os processos de Barroso ficarão com o novo ministro a ser indicado pelo presidente Lula. Mas o presidente do STF pode manter a relatoria de alguns casos. Barroso já decidiu que vai levar com ele pelo menos dois processos que tratam da população indígena.

Ao assumir o comando do STF, Barroso defende direitos de minorias e maior participação de mulheres e negros no Judiciário

Ministro Luís Roberto Barroso vai suceder na presidência do tribunal a ministra Rosa Weber, que vai se aposentar. Em discurso, Barroso salientou a luta pela democracia e pela pacificação nacional: 'Um só povo'. Por Fernanda Vivas, Márcio Falcão, Gustavo Garcia — Brasília 28/09/2023 16h22 Atualizado há 2 horas
Barroso é aplaudido durante posse como presidente do STF, nesta quinta-feira (28). — Foto: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO O ministro Luís Roberto Barroso tomou posse nesta quinta-feira (28) como o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Edson Fachin assumiu como vice. Em seu discurso de posse, Barroso defendeu direitos de minorias e afirmou que o Judiciário precisa de maior representatividade de mulheres e maior diversidade racial. "Aumentar a participação de mulheres nos tribunais, com critérios de promoção que levem em conta a paridade de gênero. E, também, ampliar a diversidade racial", disse o ministro. Setores da sociedade vêm reivindicando a indicação de uma mulher para o STF, na vaga da ministra Rosa Weber, que vai se aposentar. Para Barroso, defender, por exemplo, direitos de indígenas e da comunidade LGBTQIA+, não é simplesmente progressismo, mas sim uma questão de respeito à humanidade. "Há quem pense que a defesa dos direitos humanos, da igualdade da mulher, da proteção ambiental, das ações afirmativas, do respeito à comunidade LGBTQIA+, da inclusão das pessoas com deficiência, da preservação das comunidades indígenas são causas progressistas. Não são", argumentou. "Essas são as causas da humanidade, da dignidade humana, do respeito e consideração por todas as pessoas", completou o ministro. O novo presidente também reafirmou o compromisso do Judiciário com a democracia. Ele disse que o Brasil venceu a ameaça golpista, mas que agora é momento de pacificação nacional. "O país não é feito de nós e eles. Somos um só povo", afirmou Barroso. "O sucesso do agronegócio não é incompatível com a preservação ambiental. Pelo contrário. O enfrentamento à corrupção não é incompatível com o devido processo legal. Estamos todos no mesmo barco. Se ele naufragar o naufrágio é de todos", completou. Democracia e ameaça de golpe Grande parte do discurso do novo presidente foi dedicado à defesa da democracia e à lembrança de atos golpistas que ameaçaram o Estado de Direito. . "Por aqui, as instituições venceram, tendo ao seu lado a presença indispensável da sociedade civil, da imprensa e do Congresso Nacional. E, justiça seja feita, na hora decisiva, as Forças Armadas não sucumbiram ao golpismo", salientou Barroso. Harmonia entre poderes Ao lado dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Barroso pregou diálogo e harmonia entre os poderes. Nos últimos dias, parlamentares têm se movimentado para aprovar projetos que contrariam entendimentos do Supremo. Por exemplo: o projeto do marco temporal para demarcações de terras indígenas. A tese do marco já foi considerada ilegal pelo STF. Neste momento do discurso, Barroso se dirigiu nominalmente a Pacheco e Lira. "Nada obstante, é imperativo que o tribunal aja com autocontenção e em diálogo com os outros poderes e a sociedade, como sempre procuramos fazer e pretendo intensificar. Numa democracia, não há poderes hegemônicos. Garantindo a independência de cada um, conviveremos em harmonia, parceiros institucionais pelo bem do Brasil", declarou o ministro. O início da sessão Em agosto deste ano, Barroso e Fachin foram eleitos entre os colegas para o comando da Casa pelos próximos dois anos. A sessão solene de posse contou com autoridades da República, como Lira e Pacheco, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros de governo, ministros aposentados do STF e parlamentares. Na véspera de uma cirurgia no quadril, Lula compareceu de máscara, por recomendação médica. A ministra Rosa Weber, que deixa o cargo de presidente da Corte, fez a abertura da sessão. Ela vai completar 75 anos semana que vem, idade-limite para se aposentar, de acordo com a Constituição. Discurso do decano Em discurso, Gilmar Mendes, o ministro mais antigo do STF, lembrou os atos golpistas de 8 de janeiro e afirmou que o Supremo suportou ações de um "populismo autoritário" nos últimos anos. Ele afirmou ainda que os Poderes "precisam cuidar para não se perderem em cortinas de fumaça diversionistas". O decano também citou ataques contra o processo eleitoral verificados no ano passado. "Minar a confiança no nosso sistema eleitoral é propriamente minar a Constituição de 1988", disse.
Decano da Corte, Gilmar Mendes fala na posse de Barroso na presidência do STF — Foto: Reprodução Sobre a trajetória de Luís Roberto Barroso, Gilmar ressaltou a atuação do colega no combate à desinformação. "[Barroso tem se destacado] pela defesa intransigente da democracia e dos direitos fundamentais", afirmou. O magistrado declarou ainda que "vivemos um tempo que requer compromisso inequívoco de todas as instituições com a Constituição de 1988". Sucessão no STF A sucessão no comando do STF segue a ordem da antiguidade, de forma que o vice-presidente é o provável sucessor de quem ocupa o cargo atualmente. Barroso tem 65 anos e assumiu uma vaga no Supremo Tribunal Federal em 2013, indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Na presidência da Corte, Barroso vai herdar um acervo de 4.889 processos, de acordo com dados da área de transparência do tribunal. Pelos números, a maioria destes procedimentos já têm uma decisão – 4.449. Ou seja, agora aguardam um eventual recurso. Trajetória O ministro é natural de Vassouras (RJ). É doutor em direito público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e professor titular de direito constitucional na mesma universidade. Fez mestrado na Universidade de Yale (EUA), doutorado na Uerj e pós-doutorado na Universidade de Harvard (EUA). Trabalhou, ainda, como professor visitante nas Universidades de Poitiers (França), de Breslávia (Polônia) e de Brasília (UnB). Barroso também é autor de diversos livros sobre direito constitucional e de inúmeros artigos publicados em revistas especializadas no Brasil e no exterior. O ministro, que fez carreira na advocacia, também já foi procurador do Estado do Rio de Janeiro. Ainda como advogado, Barroso teve atuação em casos importantes do Supremo, como a liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias, a proibição do nepotismo no poder judiciário, a defesa do reconhecimento das uniões homoafetivas e o direito de a gestante interromper a gravidez em caso de feto anencéfalo Ao longo de dez anos no STF, o ministro foi relator de processos de grande repercussão. Entre eles, a análise de recursos do mensalão, a ação que trata da invasão e fixou restrições para acesso de terras indígenas, a que suspendeu despejos e desocupações em áreas urbanas e rurais em razão da Covid-19 e a manutenção das regras da Reforma da Previdência de 2019 e das normas que disciplinam a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido nas operações interestaduais destinadas a consumidor final não contribuinte do tributário. Pela primeira vez na história do STF, Barroso ainda foi autor de um voto conjunto com o ministro Gilmar Mendes que restabeleceu o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras, mas ressaltou que os valores devem ser pagos por estados, municípios e autarquias somente nos limites dos recursos repassados pela União. Já no caso dos profissionais da iniciativa privada, o ministro previu a possibilidade de negociação coletiva. O Supremo ainda vai analisar recursos à decisão sobre o piso salarial da enfermagem, apresentados pelo Senado e por entidades ligadas ao setor. Os ministros também ainda vão analisar o mérito da ação. Foi a partir de votos do ministro que o plenário do Supremo que fixou regra de transição para adaptação de empreendimentos anteriores à Lei de Crimes Ambientais e derrubou lei de Roraima que proibia a destruição de bens apreendidos em operações ambientais. Vice-presidência O comando do Supremo terá na vice-presidência o ministro Edson Fachin, 65 anos. Nascido em Rondinha (RS), Fachin é graduado em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde atualmente dá aulas direito civil. O ministro é doutor em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Tem pós-doutorado no Canadá e é autor de diversos livros e artigos publicados. Tomou posse como ministro do Supremo em junho de 2015, indicado pela então presidente Dilma Rousseff. Na Suprema Corte, é o relator de processos relativos à Lava Jato e de temas com repercussão social, como a chamada "ADPF das Favelas", que restringiu operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro no período da pandemia No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passou a integrante titular em agosto de 2018. Em maio de 2022, assumiu a presidência da Corte Eleitoral, sucedendo o ministro Luís Roberto Barroso. Atuou no tribunal até agosto de 2022, quando deixou o cargo para a posse do ministro Alexandre de Moraes.

Foto mostra Cid acompanhando reunião de Heleno, Bolsonaro e Forças Armadas

Na CPMI do 8 de janeiro, após dizer que ex-ajudante de ordens não participava de reuniões com comandantes, ex-ministro do GSI afirmou que ele "escuta, mas não participa"
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em reunião com ex-ministro do GSI general Augusto Heleno e comandantes das Forças Armadas em fevereiro de 2019. Ex-ajudante de ordens Mauro Cid aparece sentado ao fundo, à direita de Heleno. / Marcos Corrêa/PR https://img.youtube.com/vi/rSIsE6143zA/sddefault.jpg Durante a sessão da CPMI do 8 de janeiro desta terça-feira (26), o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e o ex-ministro do GSI general Augusto Heleno entraram em um bate-boca sobre a participação do ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid em reuniões do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com as Forças Armadas. No início da sessão, quando era questionado pela relatora senadora Eliziane Gama (PSD-MA), Heleno disse que Cid não participava de reuniões com os comandantes das Forças Armadas. Na última quinta-feira (21), foi reportado que o tenente-coronel afirmou à Polícia Federal (PF), em delação premiada, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) discutiu um plano de golpe de Estado para não deixar o poder, em novembro do ano passado, com os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Questionado sobre a reunião delatada, Heleno negou que tivesse conhecimento. “E quero esclarecer que o tenente-coronel Mauro Cid não participava de reuniões. Ele era ajudante de ordens do presidente da República. Não existe essa figura do ajudante de ordens sentar em uma reunião dos comandantes de Força e participar da reunião, isso é fantasia”, continuou o general aos parlamentares. “Estão apresentando trechos dessa delação e me estranha muito porque a delação está ainda sigilosa. Ninguém sabe o que o Cid falou”, completou. O bate-boca com o deputado Rogério Correia começou cerca de uma hora e meia após essas primeiras declarações, quando o petista exibiu uma foto que mostra Heleno e Mauro Cid durante uma reunião de Bolsonaro com os comandantes das Forças Armadas, em fevereiro de 2019. “Ele está ouvindo e está lá atrás do senhor. Ouvindo tudo. Mauro Cid ouvia tudo, está bem claro. Mauro Cid é sim um delator importante na delação premiada. Não adianta tentar tirar a imagem como se ele não participasse das reuniões e não soubesse o que está acontecendo”, declarou Correia. A foto, disponível no Flickr oficial do Palácio do Planalto, conta com a legenda oficial detalhando as autoridades presentes: “Presidente da República, Jair Bolsonaro durante encontro com Fernando Azevedo, Ministro de Estado da Defesa; Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Júnior, Comandante da Marinha do Brasil; General de Exército Edson Leal Pujol, Comandante do Exército Brasileiro; Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, Comandante da Aeronáutica; Almirante Esq Cláudio Portugal de Viveiros, Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Interino, e Alte Esq Almir Garnier Santos, Secretário-Geral do Ministério da Defesa.” O ex-ministro do GSI rebateu o deputado dizendo que ele estava “faltando com a verdade”. “A imagem fala por mil palavras, olha a posição [de Cid]”, disse Heleno. Questionado se achava que o ex-ajudante de ordens escutava o que era discutido entre o presidente e os comandantes, ele completou: “Ele não é surdo, lógico que ele está escutando. Mas ele não participa. Ele não tem atuação nenhuma.” Em seguida, respondendo ao deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), o general voltou a comentar a foto: “Nesta foto, Cid estava atrás esperando alguma necessidade de Bolsonaro. Ele não dá palpite, isso não existe. Então o que eu estou dizendo é perfeitamente lógico e viável. As pessoas aqui estão querendo me comprometer, não vão conseguir.” “Essa imagem é de 2019. O almirante Garnier nem pensava em ser almirante da Marinha. Aquele rapazinho sentado ao lado do Cid, não tenho nem ideia de quem é. Só faltava dizer que ele estava participando. É preciso ter um pouco de senso para não haver acusações sérias. É preciso que as acusações sejam um pouco refutadas”, completou. Na data da foto, Garnier era secretário-geral do Ministério da Defesa, não comandante da Marinha. Ele assumiu o posto, em abril de 2021, no lugar de Ilques Barbosa Júnior, demitido em março daquele ano após uma troca no comando do Ministério da Defesa, que passou às mãos do general Walter Braga Netto. Em sua delação premiada à PF, Cid relatou que, na reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro após as eleições do ano passado, Garnier demonstrou disposição em participar de um golpe de Estado. O presidente da CPMI do 8 de janeiro, deputado Arthur Maia (União-BA), também tomou a palavra para responder à solicitação feita à mesa da Comissão para que fossem tomadas providências sobre a acusação de que o general estaria faltando com a verdade. “Nós temos aqui uma circunstância e que eu compreendi que o general disse participava da reunião’ no sentido que sentava na mesa e tomava decisões. Veja só os assessores que estão aqui nos acompanhando. Eles estão participando da reunião e ao mesmo tempo não estão participando na mesma condição que nós deputados”, disse Maia. “Está visível que o senhor Mauro Cid não estava sentado na mesa nas mesmas condições que o presidente da República e seus ministros. Por isso, a mesa não entende que seja uma não verdade”, completou. A delação de Mauro Cid O tenente-coronel Mauro Cid disse à Polícia Federal que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu com a cúpula do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para discutir detalhes de um plano de golpe para não deixar o poder. O encontro teria ocorrido quando Bolsonaro ainda estava na Presidência, após as eleições do ano passado. A informação confirmada pela CNN foi revelada primeiramente por O Globo e UOL. Segundo fontes com acesso à investigação, Cid detalhou duas situações. Em uma delas, cita que Bolsonaro recebeu em mãos uma minuta golpista. Em outro momento, o ex-ajudante de ordens detalha a reunião com a cúpula militar. No encontro, as Forças Armadas teriam sido consultadas sobre a possibilidade de uma intervenção militar. A resposta da cúpula da Marinha, ainda segundo Mauro Cid, teria sido que as tropas estavam prontas para agir, apenas aguardando uma ordem do então presidente. Já o comando do Exército não teria aceitado o plano. Esse depoimento sobre plano golpista e minuta do golpe é um dos pontos analisados na delação premiada fechada por Mauro Cid com a Polícia Federal. O que disseram as defesas? Em nota, a defesa de Mauro Cid cita as matérias da imprensa sobre “possíveis reuniões com a cúpula militar para avaliar golpe no país” e afirma que “não tem os referidos depoimentos, que são sigilosos, e por essa mesma razão não confirma seu conteúdo”. Os advogados de defesa de Jair Bolsonaro (PL) emitiram um comunicado alegando que o ex-presidente “jamais compactuou” com qualquer movimento ilegal. Eles afirmam que o ex-presidente “durante todo o seu governo jamais compactuou com qualquer movimento ou projeto que não tivesse respaldo em lei, ou seja, sempre jogou dentro das quatro linhas da Constituição Federal”. A defesa ainda alega que Bolsonaro “jamais tomou qualquer atitude que afrontasse os limites e garantias estabelecidas pela Constituição e, via de efeito, o Estado Democrático de Direito”. Por fim, os advogados afirmaram que vão adotar “medidas judiciais cabíveis contra toda e qualquer manifestação caluniosa, que porventura extrapolem o conteúdo de uma colaboração que corre em segredo de Justiça, e que a defesa sequer ainda teve acesso”. A Marinha do Brasil divulgou uma nota à imprensa esclarecendo que “não teve acesso ao conteúdo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid” e “não se manifesta sobre processos investigatórios em curso no âmbito do Poder Judiciário”. No comunicado, a Marinha ainda reafirma que “pauta sua conduta pela fiel observância da legislação, valores éticos e transparência”. E reitera que “eventuais atos e opiniões individuais não representam o posicionamento oficial da Força e que permanece à disposição da justiça para contribuir integralmente com as investigações”. O Exército do Brasil, afirmou em nota, através de seu Centro de Comunicação Social, que “que as informações prestadas pelo TC Cid fazem parte de processos investigatórios, os quais estão sendo conduzidos pelos Órgãos competentes pelas apurações”. “Em consequência, a Força não se manifesta sobre processos apuratórios em curso, pois esse é o procedimento que tem pautado a relação de respeito do Exército Brasileiro com as demais Instituições da República. O Exército vem acompanhando as diligências realizadas por determinação da Justiça e colaborando com todas as investigações”, acrescentou o comunicado. “Por fim, cabe destacar que a Força pauta sua atuação pelo respeito à legalidade, lisura e transparência na apuração de todos os fatos que envolvam seus militares”, concluiu o Exército. A CNN também entrou em contato com a Aeronáutica, mas não teve retorno.

BNDES aprova R$ 10 bi para financiar extensão da Linha Verde e trem entre SP e Campinas

Cerca de R$ 6,4 bilhões serão utilizados para aportes públicos na implantação do Trem Intercidades Eixo Norte; outros R$ 3,6 bilhões são para a aquisição de 44 trens para o metrô
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de dois projetos do Novo PAC em São Paulo: o Trem Intercidades que ligará São Paulo à Campinas e a extensão da Linha 2 (Verde). Os projetos totalizam R$ 10 bilhões em financiamento. Cerca de R$ 6,4 bilhões serão utilizados para aportes públicos na implantação do Trem Intercidades Eixo Norte; outros R$ 3,6 bilhões são para a aquisição de 44 composições para o metrô. A assinatura do contrato com o governo do estado será feita na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o presidente se recuperar da operação no quadril, que deve realizar nos próximos dias. O Trem Intercidades consiste em uma Parceria Público-Privada (PPP) para implantação e operação de trem de média velocidade ligando São Paulo à Campinas A obra foi concebida sob o regime de concessão patrocinada. O leilão está previsto para o dia 28 de novembro deste ano. O investimento do projeto está estimado em R$ 12,5 bilhões. A Linha 2 do Metrô de São Paulo, que atualmente liga a Vila Madalena à Vila Prudente, será prolongada por 8,2 km e ganhará 8 novas estações até a estação Penha, onde haverá integrações com a Linha 3 (Vermelha) e a Linha 11 (Coral). O financiamento aos 44 trens irá garantir que serão produzidos pela indústria nacional, segundo o BNDES. “As obras do Novo PAC são prioritárias para o BNDES e, conforme orientou o presidente Lula, todas as consultas estão sendo tratadas de forma republicana. Assim, em parceria com a iniciativa privada, contribuiremos para retomar os investimentos, gerando emprego e renda”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Não há constrangimento”, diz Múcio sobre convocação de militares para depor na CPMI do 8 de janeiro

Ministro da Defesa dá sinal verde para lideranças darem andamento à convocação de militares suspeitos de envolvimento nos atos golpistas
O ministro da Defesa José Mucio Monteiro frisou que “não há constrangimento” na convocação de membros das Forças Armadas para prestarem depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos do 8 de janeiro. A declaração foi dada após uma reunião com o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP). “Não só não temos constrangimento, como se tivéssemos não poderíamos dizer, porque estaríamos dando prova que teríamos algum tipo de preocupação. O que não temos”, afirmou Múcio. O ministro disse, ainda, que o trabalho da Defesa é de “extrema colaboração” com a apuração realizada. “O que nos for dito, nós tomaremos providências (sobre participação de militares nos atos). Interessa às Forças que providências sejam tomadas”. Em fevereiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes abriu uma investigação sobre a participação dos militares nos atos. A apuração também gira em torno da participação de militares da Polícia Militar do Distrito Federal e das Forças Armadas. Um dos requerimentos da CPMI que motivou a conversa entre o líder do governo e o ministro é o da convocação do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier. O almirante virou alvo após Mauro Cid detalhar tratativas para levar adiante um plano golpista. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) teria relatado à PF que, numa reunião com o presidente da República, Garnier deu indicações de que poderia aderir à proposta e teria deixado suas tropas à disposição. Cid teria afirmado que Garnier apenas aguardava uma ordem do então presidente. Múcio disse ter conversado com o ex-comandante. “Nós lamentamos, a Marinha lamenta que é mais um envolvido, mas tem consciência de que a Justiça precisa do depoimento dele para que os fatos sejam esclarecidos”. Além disso, a base governista no colegiado busca ouvir também o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira.

Governo deve arbitrar solução se não houver acordo entre apps e trabalhadores

Grupo de trabalho criado para discutir regulação de trabalho por aplicativo deve ser concluído no dia 30
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Faustão é internado em SP para exames; ele passou por transplante de coração em 27 de agosto

Apresentador recebeu alta há 10 dias. Segundo fontes, ele passa por exames já previstos.
O apresentador Fausto Silva voltou a ser internado no Hospital Israelita Albert Einstein nesta quarta-feira (20), 24 dias depois de ter sido submetido a um transplante de coração na mesma unidade para exames Faustão tinha recebido alta há exatos dez dias. Segundo fontes da TV Globo, ele se internou para fazer exames médicos já previstos, além de diálise e fisioterapia. A alta deve ocorrer até o final de semana. O Hospital Albert Einstein deve soltar nota ainda nesta quarta. Em 10 de setembro, o boletim médico divulgado dizia que o apresentador "seguirá sob as orientações médicas e nutricionais necessárias para a reabilitação após o transplante cardíaco" . Após a alta, ele gravou um vídeo de casa e disse que agora tem uma segunda fase, no tratamento, que inclui mais dois ou três meses de fisioterapia para a recuperação total (veja acima). “Alô galera, já saí. Estou em casa, agora iniciando uma nova fase. Mas antes, de novo: agradecimento eterno a cada um de vocês que rezaram, fizeram mensagens de solidariedade e apoio. Tudo isso me ajudou muito nessa luta pela vida. Agradecer à família do doador, a quem não tenho palavras. Vou rezar por eles pelo resto da minha vida. (...) Agora eu tenho uma segunda fase. São mais dois, três meses de fisioterapia para a recuperação”, declarou o apresentador. Fausto Silva é acompanhado pela equipe formada pelos médicos Fernando Bacal (cardiologista), Fábio Antônio Gaiotto (cirurgião cardiovascular) e Miguel Cendoroglo Neto (diretor médico). No vídeo de hoje, Faustão também disse que a inspiração dele para enfrentar o transplante do coração foi uma garotinha de 12 anos que esperou seis meses na fila para conseguir um órgão compatível. “Ela ficou seis meses esperando [eu tive mais sorte com a questão do meu tipo de sangue] e ela já foi transplantada em janeiro do ano passado. E hoje está muito bem. Uma vitalidade incrível.” “Não desista. Vale a pena o sonho. É impressionante como você pode esperar o tempo que for... A missão agora é conscientizar cada um a colaborar, para que todo mundo transforme o Brasil em campeão de doadores. E que as autoridades espalhem centros [de doação de órgãos] pelo país, para não ficar um cara do Norte ou Nordeste, ter que vir para o Sudeste [em busca de um órgão]. Eterna gratidão a todos vocês e vamos à luta”, completou. Recuperação rápida Na última sexta-feira (1º), Faustão já havia sido transferido da UTI para a unidade semi-intensiva. Na quinta-feira (31), três dias depois do transplante, o apresentador gravou um vídeo para agradecer quem torceu por sua recuperação. Principalmente à família do doador do seu novo coração "Quero agradecer, fazer um agradecimento especial ao José Pereira da Silva, pai do Fábio, que teve uma grandiosidade incrível, uma generosidade absurda, que proporcionou que eu estivesse vivo. Eu fico emocionado, me deu a chance de viver de novo", disse Faustão. Emocionado, disse para a família de Fábio: "Jamais esquecerei de vocês. E vou um dia agradecer pessoalmente". Quem foi o doador? O doador foi Fábio Cordeiro da Silva, jogador de futebol de várzea que morreu no sábado (26), vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele sonhava em ser atleta profissional e chegou a fazer testes em grandes times, como o Palmeiras. Segundo a família, um dos órgãos que Fábio doou foi o coração. Faustão também mandou uma mensagem para José Pereira da Silva, pai do doador: "A única coisa que eu prometo é honrar a memória do seu filho fazendo só coisas boas." Fila para cirurgia Faustão ocupava o segundo lugar na fila de espera por um coração, segundo a Central de Transplantes do Estado de São Paulo. De acordo com o Ministério da Saúde, o apresentador foi priorizado na fila de espera em razão de seu estado de saúde, que era considerado grave. No caso do transplante de coração, a ordem de prioridade da fila de espera é definida com base na gravidade do quadro do paciente. (veja mais abaixo) "A seleção gerada para a oferta do coração deste receptor, através do sistema informatizado de gerenciamento do sistema estadual de transplantes, trouxe 12 pacientes que atendiam aos requisitos. Destes, quatro estavam priorizados, sendo que o paciente ocupava a segunda posição nesta seleção", afirmou a Central de Transplantes do Estado de São Paulo. A equipe médica do paciente que ocupava a primeira posição decidiu pela recusa do órgão e, desta forma, a oferta seguiu para o segundo paciente da seleção, que era o apresentador. Faustão tem o tipo sanguíneo B, segundo a Central. O tempo de espera por um transplante de coração, para potenciais receptores desse grupo, é de 1 a 3 meses. Prioridades na fila de espera No caso do transplante de coração é considerada a gravidade do quadro do paciente para definir a ordem de prioridades na fila. Quem necessita de internação constante (com uso de medicamentos intravenosos e de máquinas de suporte para a circulação do sangue) tem prioridade em relação à pessoa que aguarda o órgão em casa, por exemplo. A espera não leva em conta se o paciente fará a cirurgia em um hospital público ou na rede particular. O primeiro passo é o médico responsável cadastrar o paciente na lista única de transplantes. A lista é gerida e organizada pela Secretaria Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde. Critérios para ordem na fila Veja abaixo um resumo de como funciona o processo, com informações do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos A lista funciona por ordem cronológica de cadastro, ou seja, por ordem de chegada; Também é levado em consideração a gravidade do quadro - quem necessita de internação constante (com uso de medicamentos intravenosos e de máquinas de suporte para a circulação do sangue) tem prioridade em relação à pessoa que aguarda o órgão em casa; tipo sanguíneo - um paciente só pode receber um órgão de um doador que tenha o mesmo tipo sanguíneo que ele; porte físico - alguém alto e mais pesado não pode receber o coração de um doador muito mais baixo e magro que ele; e distância geográfica - o órgão precisa ser retirado do doador e transplantado no receptor em um intervalo de até 4 horas, isso é chamado de tempo de isquemia, o tempo de duração deste órgão fora do corpo, ou seja: não é possível fazer a ponte entre duas pessoas que estejam muito distantes uma da outra. o tempo de isquemia, inclusive, determina se um carro ou avião será usado para o transplante, com custos arcados pelo SUS;
as etapas do transplante de coração — Foto: Arte/g1

Quantos zeros tem um octilhão, ganho prometido por grupo de pastores acusado de aplicar golpe em fiéis?

Número que parece inventado é, na verdade, real na escala numérica. Entretanto, não dá para ganhar esse valor em reais (ou qualquer outra moeda) no mundo. Entenda o motivo.
Um grupo de pastores acusado de praticar golpes financeiros que prometia lucro de um octilhão de reais aos fiéis fez mais de 50 mil vítimas em todo o país. O número parece inventado e até o corretor ortográfico estranha a escrita. Mas, afinal, esse número existe? Sim, ele existe na escala numérica! Afinal, os números são infinitos, explica Ricardo Balistiero, que é doutor e professor de economia no curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Entretanto, é impossível aplicá-lo em uma escala financeira realista - o octilhão tem três vezes mais zeros do que o bilhão. (Veja quantos zeros são ao final desta reportagem.) Hoje, o produto interno bruto (PIB) do Brasil está na escala do trilhão. Até o PIB mundial, que soma todos os PIBs do mundo, não passa da casa dos trilhões. Então, não pode existir um retorno monetário superior a esse valor em qualquer que seja o investimento financeiro. — Ricardo Balistiero, professor de economia do Instituto Mauá de Tecnologia. Segundo dados do Banco Mundial, o PIB mundial, que reúne todas as riquezas produzidas por todos os países juntos, foi de cerca de US$ 100 trilhões em 2022. No caso do Brasil, o PIB naquele ano foi US$ 1,92 trilhão. 👉 O octilhão está bem acima do trilhão, o que significa que os pastores prometiam ganhos superiores a tudo que é produzido globalmente. Hipoteticamente, podem existir um octilhão de grãos de areia em todo o planeta. Mas não dá para calcular um octilhão em riquezas, mesmo juntando todos os valores monetários existentes no mundo. Como se chega ao octilhão? As classes numéricas que levam ao octilhão são: Milhão Bilhão Trilhão Quadrilhão Quintilhão Sextilhão Septilhão Octilhão Para entender como o número é composto, considere que: 1 milhão é a razão de 1 mil multiplicado por 1 mil 1 bilhão é a razão de 1 milhão multiplicado por 1 mil (ou mil milhões) 1 trilhão é a razão de 1 bilhão multiplicado por 1 mil (ou mil bilhões) 1 quadrilhão é a razão de 1 trilhão multiplicado por 1 mil (ou mil trilhões) e, assim, sucessivamente. E como se escreve um octilhão? Primeiro, é preciso lembrar que existe unidade, dezena e centena. A cada número maior que 100, essas categorias se repetem até criar a próxima categoria. “Por exemplo, para chegar em um mil (1.000), é preciso que exista uma unidade, uma dezena, uma centena e um milhar. Para chegar ao milhão, é preciso acrescentar a dezena de milhar, centena de milhar e unidade de milhão, ou seja, são 3 casas, ou 3 zeros, a mais (1.000.000) e, assim, sucessivamente”, explica Guilherme Jacobik, professor de matemática no Instituto Singularidades. Ou: Milhão: 1.000.000 (6 zeros) Bilhão: 1.000.000.000 (9 zeros) Trilhão: 1.000.000.000.000 (12 zeros) Quadrilhão: 1.000.000.000.000.000 (15 zeros) Quintilhão: 1.000.000.000.000.000.000 (18 zeros) Sextilhão: 1.000.000.000.000.000.000.000 (21 zeros) Septilhão: 1.000.000.000.000.000.000.000.000 (24 zeros) Octilhão: 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000 (27 zeros) ⚡ Ou seja, um octilhão tem 27 zeros. Pergunta sobre 'bilhão' no Enem 2002 O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2022 trouxe uma questão de matemática que exigia que os estudantes respondessem como escrever "1,35 bilhão" usando apenas algarismos (e seus muitos zeros). Considerada "muito fácil" pelos alunos, virou piada nas redes sociais e abalou a autoestima de quem, na distração ou no cansaço, marcou a alternativa errada. Veja abaixo se você acertaria:
Pergunta do Enem considerada fácil pelos candidatos vira piada nas redes sociais — Foto: Reprodução

Saiba quem é pastor alvo de investigação da polícia do DF contra grupo que prometia lucro de um octilhão de reais

Osório José Lopes Júnior é alvo de mandado de prisão, mas está foragido. Pastor é acusado de aplicar outro golpe em Goianésia, Goiás, em 2018.
O pastor Osório José Lopes Júnior é um dos alvos da investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, deflagrada nesta quarta-feira (20), que investiga um grupo suspeito de praticar golpes financeiros contra mais de 50 mil vítimas de todo o Brasil e no exterior. Ele é alvo de mandado de prisão, mas está foragido. O g1 tenta contato com a defesa do investigado. A Polícia Civil aponta que o grupo movimentou R$ 156 milhões em 5 anos, além de criar 40 empresas "fantasmas" e movimentar mais de 800 contas bancárias suspeitas. Osório é acusado de aplicar golpes em fiéis de Goianésia, no centro de Goiás, e demais pessoas de vários estados do país, em 2018. À época, ele e outro pastor alegavam que haviam ganhado um título de R$ 1 bilhão, mas precisavam reunir fundos para conseguir recebê-lo. O líder religioso prometia lucros até dez vezes acima dos valores repassados pelas vítimas e conseguiu cerca de R$ 15 milhões com o golpe. Para uma das vítimas, prometeu repassar mais de R$ 2 quatrilhões, valor que supera as fortunas somadas das dez pessoas mais ricas do mundo. A tática é semelhante aos supostamente usados por ele no golpe investigado pela operação deflagrada nesta quarta-feira. A Polícia Civil detectou "a promessa de que somente com um depósito de R$ 25 as pessoas poderiam receber de volta nas 'operações' o valor de Um Octilhão de Reais, ou mesmo 'investir' R$2 mil para ganhar 350 bilhões de centilhões de euros'. Em 2018, o homem chegou a ser preso, mas responde ao processo em liberdade. A sentença ainda não foi proferida pela Justiça. Após ser liberado da prisão, Osório se mudou para São Paulo. A operação desta manhã foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária, vinculada ao Departamento de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado (DOT/DECOR). O pastor Osório José Lopes Júnior tem um canal no YouTube, com mais de 70 mil inscritos e cerca de 500 vídeos publicados. Na página, ele se define como "pai, esposo e servo de um Deus vivo". Em seus vídeos, o líder religioso mistura pregações com pedidos de dinheiro para a "operação". Segundo ele, em alguns dias, todos receberiam "aquilo que era o de direito". "Estou lhe implorando. Você que pode nos ajudar com R$ 10, R$ 20, R$ 100, R$ 1000, o que você puder. Compre essa briga junto com o pastor Osório. O que eu estou pedindo aqui é de coração. É o meu CPF, vai estar no nome do pastor Osório", diz ele em um vídeo de julho deste ano.
Em outra publicação, da última quarta-feira (13), Osório pede R$ 200 em troca de 15 medalhões. "'Ah, é golpe'. Então, não dá. Para que você vai dar?", argumenta ele. "Pegue esses presentes [os 15 medalhões] e distribua para as pessoas", conclui o pastor. CREDITOS G1.COM

Onda de calor: Inmet emite alerta vermelho de grande perigo para nove estados

Onda de calor: Inmet emite alerta vermelho de grande perigo para nove estados
O aumento da intensidade da onda de calor que afeta o Brasil fez o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aumentar, nesta quarta-feira (20), o nível do alerta e colocar mais estados sob um aviso de "grande perigo" por causa das temperaturas acima da média. A onda de calor começou na segunda-feira (17) e deve ter o ápice neste fim de semana, com tendência de ainda afetar regiões do interior na próxima semana. Em algumas localidades, são previstas marcas na casa dos 43°C. O mais recente alerta do Inmet é da categoria "vermelho", que significa "grande perigo". Ao todo, são nove estados sob o alerta: Minas Gerais (MG) Paraná (PR) Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP) Mato Grosso (MT) Pará (PA) Goiás (GO) Mato Grosso do Sul (MS) Tocantins (TO) O alerta é válido até as 18h de domingo. De modo geral, um alerta vermelho, segundo o Inmet, é emitido quando é esperado um fenômeno meteorológico de "intensidade excepcional, com grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana". Antes do alerta vermelho, estava em vigor um aviso meteorológico de nível laranja (que significa perigo). Ele estava válido para sete estados: TO, SP, PR, MT, MS, MG e GO. Os comunicados do Inmet ocorrem quando o Centro-Sul do país vive uma onda de calor atípica. Ela vai chegar ao ápice, com prováveis recordes, no fim de semana. A elevação dos termômetros tem relação direta com o El Niño muito mais rigoroso neste ano e com a Crise do Clima (causada pela emissão de gases de efeito estufa), que torna os eventos climáticos extremos mais comuns .Cuidados básicos O calor excessivo diminui a umidade relativa do ar, o que pode levar a problemas respiratórios, ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. O órgão orienta que as pessoas bebam bastante líquido, não façam atividades física, evitem exposição ao sol em horários mais quentes do dia, usem hidratante para pele e umidifiquem o ambiente. Previsão da onda de calor Os meteorologistas indicam que, no Rio Grande do Sul, os temporais persistem até o fim de semana, e o ápice da onda de calor no Centro-Sul do país está prevista para o mesmo período, entre sexta-feira (22) e domingo (24). Áreas mais afetadas, segundo a Climatempo De acordo com a Climatempo, temperaturas iguais ou acima dos 40°C serão registradas, "por vários dias", em áreas como: norte do Paraná; oeste e norte de São Paulo; oeste de Minas Gerais (incluindo o Triângulo Mineiro); Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Goiás; oeste da Bahia; interior do Maranhão; interior do Piauí; Tocantins; sul/leste do Pará; e Rondônia. "É preciso ter em mente que fazer 40°C em setembro no Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste é comum, não é nada demais. Mas, falar em 42°C, 43°C, 44°C, aí já é algo realmente especial, fora do comum", afirma nota da Climatempo. No acompanhamento da MetSul, há previsão de marcas ainda mais severas. "Em pontos isolados do Centro-Oeste e da Região Sudeste, os modelos numéricos chegam a projetar marcas ainda mais altas como 43ºC a 45ºC no final desta semana e durante o próximo fim de semana, em particular no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo", afirmou, em nota, a meteorologista Estael Sias.

Lula se encontra com Zelensky em Nova York

Reunião começou por volta das 17h no horário de Nova York (18h, no horário de Brasília) e durou mais de meia hora
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se reuniram em Nova York, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (20). A reunião começou por volta das 17h no horário de Nova York (18h, no horário de Brasília) e durou mais de meia hora. Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disseram a jornalistas que a reunião foi boa e de cooperação. Kuleba disse que Lula se comprometeu com a Ucrânia e a continuar ajudando a promover a paz. Nas redes sociais, o presidente da Ucrânia se pronunciou após o encontro: “Reunião importante com Lula. Após a nossa discussão honesta e construtiva, instruímos as nossas equipas diplomáticas a trabalhar nos próximos passos nas nossas relações bilaterais e nos esforços de paz. O representante brasileiro continuará participando das reuniões da Fórmula da Paz.” O encontro aconteceu no hotel onde Lula está hospedado, e o presidente ucraniano utilizou uma “entrada secreta”. Diferente dos outros chefes de Estado que se reuniram com o presidente brasileiro, Zelensky conta com um esquema de segurança muito reforçado. Os dois líderes se encontram em território americano por conta da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Acompanhavam Zelesnky no encontro, o chefe de gabinete da Presidência, Andrii Iermak, o ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, um assessor para a política externa e o assessor-chefe para assuntos militares da Ucrânia. Na comitiva de Lula estavam o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, e o assessor especial de assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim. Primeiro encontro entre Lula e Zelensky Lula e Zelensky nunca haviam se encontrado presencialmente para uma reunião bilateral antes desta quarta e a iniciativa deste encontro partiu do lado ucraniano. A CNN apurou com as autoridades do país europeu que o pedido foi feito formalmente pela Embaixada da Ucrânia em Brasília há duas semanas. O Itamaraty confirmou à reportagem a informação. Houve tentativas de conciliar as agendas, sem sucesso, em maio, durante a cúpula do G7, no Japão. Em entrevista coletiva, Lula afirmou que Zelensky não apareceu para encontro bilateral com ele na cidade de Hiroshima. “Nós tínhamos uma entrevista [sic] bilateral com a Ucrânia às 3 horas da tarde [horário local]. Nós tínhamos a informação de que eles tinham atrasado, enquanto isso, atendi o presidente do Vietnã. Quando o presidente do Vietnã foi embora, a Ucrânia não apareceu. Certamente, teve outro compromisso e não pode vir aqui. Foi simplesmente isso que aconteceu”, disse o presidente brasileiro. Na cúpula, Zelensky sinalizou que, de fato, houve uma incompatibilidade de agendas, como sustentou o governo brasileiro. Ao ser questionado se ficou desapontado pelo fato de a reunião não ter acontecido, Zelensky respondeu: “Eu acho que ele que ficou decepcionado”. Os ucranianos já disseram várias vezes que querem conversar com Lula para mostrar ao líder brasileiro “a realidade do conflito”. Kiev também já demonstrou diversas vezes sua insatisfação com o presidente brasileiro por suas declarações polêmicas sobre a guerra – incluindo uma afirmação de que os Estados Unidos e os países europeus estavam prolongando a guerra ao enviar armamentos para a resistência ucraniana. *Publicado por Fernanda Pinotti, com informações de Mariana Janjácomo

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